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8 termos para entender sobre a Indústria 4.0

Atualizado: Mar 31

A Indústria 4.0 é mais um dos termos que é preciso aprender nesse mundo em que, literalmente, a cada dia surge algo novo e totalmente inovador. Na maioria dos casos, entretanto, essas soluções não se aplicam muito à realidade da sociedade como um todo, mas isso não pode ser dito sobre este tema em específico, visto que essa nada mais é do que a quarta fase da revolução industrial, que tanto aprendemos na escola.


Qualquer um que possua uma renda proveniente de um trabalho deve se preocupar com essa nova situação, já que é ela que traz a automação ao ambiente industrial e, consequentemente, a substituição da mão de obra humana por equipamentos tecnológicos. Não que isso vá ocorrer em todos os casos, nem todas as profissões, mas muitas serão impactadas, e as pessoas que estiverem preparadas para essa nova realidade serão as que mais facilmente se adaptarão a ela.


Pensando nisso, se faz interessante começar a entender melhor esse conceito e, principalmente, os termos que fazem parte dele e que, muito provavelmente, farão parte de seu dia a dia a partir de agora.


Big Data

É bastante provável que a grande maioria das pessoas já entenda que, hoje em dia, um dos bens mais importantes que uma organização pode ter é informação. Ela pode ser sobre o mercado, seus clientes ou concorrentes, não importa, mas precisa existir e ser confiável. Isso se dá porque, em um mundo com tantas mudanças — e de forma tão rápida — o jeito mais fácil de se preparar a elas é ter o máximo possível de informações.


Pois bem, com tantos dados disponíveis, se faz necessário uma técnica para poder analisa-los sem que haja perda de tempo no processo, correto? Então, é ai que entra o Big Data, que nada mais é que um conjunto de técnicas que possibilitam a análise de uma grande quantidade de dados em pouco tempo.


Se for preciso um exemplo mais prático para entender o conceito, o melhor a se utilizar é o Google. Por dia, são feitas mais de três bilhões de pesquisas em todo o mundo, e o site deve, em questão de milissegundos, analisar todas as páginas disponíveis na internet e apresentar um resultado para seu usuário. Para realizar toda essa tarefa, é necessário, sem dúvidas, uma técnica eficiente.


Business Intelligence

Outro termo bastante conhecido pelos profissionais — e que se conecta perfeitamente ao conteúdo citado acima — é o de Business Intelligence (BI), que em uma tradução literal, seria nada mais que a Inteligência de Mercado. Utilizando a mesma lógica do tópico anterior, ele se refere não aos dados que é possível analisar, mas sim na forma como as empresas utilizarão esses dados.


Seguindo o pensamento, pode-se entender que com mais dados, são geradas mais informações. Com mais informações, é possível fazer análises que gerem conclusões. A partir dessas conclusões, as empresas conseguem traçar estratégias. E é com essas estratégias que elas podem crescer, ganhar mercado, reduzir custos e achar mão de obra qualificada. Simplificando, Business Intelligence é isso, um conjunto de ações que transforma dados em tomadas de decisão.


Cloud Computing

Outro termo que pode parecer bastante novo, mas que com certeza já faz parte da vida de muitos é o Cloud Computing, ou Computador em Nuvem, em português. O conceito nada mais é do que a possibilidade de utilizar de serviços remotos para armazenar arquivos, dados, serviços, e tantas outras possibilidades que nem se imaginam.


A finalidade do cloud computing é de possibilitar acesso irrestrito a dados, independente do gadget com que o usuário de conecte, assim como uma atualização instantânea de serviços, programas e softwares. De forma simples, é um local externo para armazenar e distribuir dados sem que seja necessário um contato físico com o usuário.


Data Science

Como já ficou claro com as informações de alguns dos tópicos acima, os dados são a mina de ouro dessa nova fase da revolução industrial, então nada mais normal do que haver um estudo sobre eles. Assim, surgiu o Data Science, ou Ciência dos Dados, um estudo com objetivo de transformar dados em informações ou produtos.


Assim, com este termo também vem outro, o Data Scientist, ou Cientista de Dados, aquele profissional formado para realizar as tarefas citadas acima. Neste caso, diversas são as empresas que contratam pessoas com essa formação a fim de organizar seus dados e, num futuro próximo, transforma-los em estratégias, produtos, serviços, ou qualquer outra coisa que possa beneficiar a companhia.


Inteligência Artificial

Deixando de lado a grande variedade de filmes que já trouxeram a Inteligência Artificial — nem sempre da maneira mais correta, ou ao menos aplicável —, o conceito que existe hoje de AI é mais focado na indústria e suas necessidades, e não tanto na robotização de tarefas domésticas, como as películas de Hollywood sugeriam.


Através da enorme quantidade de informações disponíveis hoje em dia, o trabalho dos profissionais foi mais direcionado para a forma como as máquinas analisam esses dados e, assim, como respondem a eles, um processo também conhecido como Machine Learning, em que a máquina é automatizada a tomar decisões independente do auxílio humano, somente utilizando os dados que lhe foram passados.


Internet das Coisas

Este é um conceito bastante interessante e que, ainda que de forma lenta, está cada vez mais invadindo os lares brasileiros. O termo Internet das Coisas surgiu há relativamente pouco tempo, e nada mais é que a forma como objetos físicos se conectam e conversam entre si para trazer a melhor solução ao usuário. Parece difícil? Com o exemplo abaixo ficará mais fácil de entender.


Em um mundo futuro — mas nem tanto assim — um usuário está em seu carro, ativa o comando de voz e informa que chegará em casa às 19h. Com essa informação, a geladeira será avisada e já diminuirá sua temperatura, para quando ele chegar sua cerveja estar bem gelada. Da mesma forma, a televisão já ligará um minuto antes e colocará no canal preferido do morador. Isso é a internet das coisas.


Pode parecer assustador quando se ouve, mas essa realidade não está tão longe — na verdade, está mais próxima do que se imagina —, e tudo se dá por conta dos softwares que esses objetos possuem hoje em dia e o processo de machine learning que foi aperfeiçoado.


Machine to Machine

Falar em Indústria 4.0 é falar sobre eficiência, então nada mais natural que haver uma área que foque especialmente nessa questão dentro de grandes empresas. Com isso, o conceito de Machine to Machine (M2M) é o que de mais novo existe nos dias de hoje para melhorar a produtividade de uma companhia, especialmente na linha de produção, ainda que aplicável a tantos outros departamentos.


O termo indica exatamente o que ocorre, visto que ele se dá por conta da comunicação entre as máquinas, ou seja, de máquina a máquina. Em uma linha de produção, por exemplo, é possível instalar sistemas em cada uma das estações, que analisam os dados de desenvolvimento e produtividade. As informações são enviadas a outro software externo, que analisa os dados e devolve em forma de ações a serem executadas para melhor o fluxo de trabalho. Tudo isso sem nenhum auxílio ou interferência humana.


Realidade Aumentada

Em primeiro lugar, não se deve confundir a Realidade Aumentada (RA) com a Realidade Virtual (RV), esta segunda sendo uma tecnologia mais antiga, exemplificada da melhor forma possível pelo jogo The Sims, por exemplo, onde há uma realidade dentro — e somente dentro — do ambiente virtual.


Na realidade aumentada, fundem-se os ambientes reais e virtuais, transformando o mundo real em um fictício, ou ainda informativo. Para demonstrar o poder dessa tecnologia, pode-se utilizar o jogo Pokemon Go!, que trazia os personagens do desenho para dentro do mundo dos usuários, causando uma experiência de utilização marcante.


Sendo assim, a realidade aumentada é o que se tem quando se une o mundo real com a tecnologia de smartphones e tablets, criando um novo ambiente. O conceito já está sendo amplamente utilizado, especialmente na publicidade, no marketing e na educação, onde as experiências de consumidores e alunos são muito mais vívidas e convincentes.


A Indústria 4.0 chegou

Não é preciso enfatizar que esses são apenas alguns dos termos utilizados atualmente, visto que a cada dia surgem novos conceitos e tecnologias, que trazem consigo novas terminologias. Ainda assim, estes são alguns dos mais utilizados termos que se veem em reuniões, palestras e notícias a respeito da quarta revolução industrial. O entendimento de cada um deles — e tantos outros — é vital para se entrar de cabeça nessa nova realidade.


Já não é possível ignorar que a Indústria 4.0 chegou para ficar e, assim, impactará diretamente em diversos ambientes, passando da indústria em si, chegando aos escritórios e, enfim, à casa dos consumidores. Brigar contra isso é uma batalha já perdida, cabendo ao público entender o conceito e tirar o melhor dele que for possível.

Se você trabalha em uma grande empresa e deseja atualizar seu conhecimento, ou ainda se pretende ficar a par das novidades do mercado para se recolocar profissionalmente, o FTI Summit ’19 é para você. O evento, que como o próprio nome sugere, é focado em Futuro, Tendências e Inovações, discutirá este ano sobre o profissional das décadas 20-30, as habilidades necessárias e sua área de atuação.


O evento ocorrerá no dia 12 de setembro, em Paulínia/SP, e contará com a presença de diversos nomes da área, como Beatriz Bottesi — Marketing Manager do Instagram — José Salibi Neto — fundador do HSM e autor do livro Gestão do Amanhã — entre outros. Para saber mais sobre os palestrantes e realizar sua inscrição, acesse o site do FTI Summit ’19.

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