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Tecnologia na educação

O uso da tecnologia tem impactado diretamente no ritmo das transformações sociais e influenciado o comportamento e as expectativas de pais e alunos em relação ao ambiente escolar.


A geração Alpha, nome dado às crianças que desde muito pequenas já estão inseridas na tecnologia, está demandando cada vez mais inovação, conhecimento e rapidez em tudo o que fazem. Já é comum conhecermos ao menos uma criança que sabe, sem nenhuma ajuda, abrir aplicativos de vídeo e áudio, trocar mensagens de texto e navegar na internet.


A questão é que o que é novo para os adultos e mais velhos, já deixou de ser novidade para alguém que nasceu no berço da tecnologia. Esse cenário de constante mudança exige, em primeiro lugar, que as instituições de ensino capacitem os educadores com essa habilidade de adaptação tecnológica e também que haja investimento em criatividade e inovação dentro do ambiente escolar, e sabemos que isso não é tão simples como parece.


O papel do educador na hora de lecionar crianças que já nasceram em contato com a tecnologia é primeiro se capacitar e então adaptar os materiais de aula, para incentivar as crianças a usarem a tecnologia não somente como diversão, mas também como uma ferramenta de estudo.


“O educador precisa fazer uma apuração de informações do que está em alta na internet e trazer isso para a sala de aula em forma de exercícios, conversas e propostas de atividades. Isso vai fazer com que a relação professor-aluno seja fortalecida”, explicou a educadora de robótica e tecnologia, Jéssica Fernandes.


Por outro lado, é importante lembrar as condições do país e da realidade em que estamos, e que há, dentro da nova geração, crianças que não tiveram oportunidade de ter o contato direto com a tecnologia, por questões sociais e financeiras.


“Por isso é importante a criação de projetos pedagógicos que envolvam esses alunos e a preparação dos educadores para ensinar o melhor meio de utilizar essa ferramenta”, ponderou a educadora.


Os educadores se tornam, então, indutores da boa utilização da tecnologia, estabelecendo limites e maneiras adequadas de utilização desses recursos, e não simplesmente oferecendo os aparelhos às crianças sem uma gestão e controle. A alta exposição pode oferecer, inclusive, riscos à saúde mental dos estudantes e à formação socioemocional dos alunos, com a exposição irrestrita aos ambientes digitais.


Texto por: Beatriz Mota Furtado

Quer saber mais sobre esse tema?


Veja a entrevista completa com a educadora de robótica e tecnologia, Jéssica Fernandes, na Comunidade Educadores Inovadores, clicando aqui!